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Origem de Lúcifer (הילל heylel)

Na linguagem metafórica de Isaías 14.12, o nome Lúcifer aparece vinculado a expressão “filho da alva”. Os babilônicos criam que os astros celestes ou estrelas fossem seres angélicos, por isso, “um filho da alva” representava a primeira luz da manhã, e Lúcifer, em seu primeiro estado possuía esta característica.

Este termo significa a estrela da manhã, um nome dado ao planeta Vênus. Significa literalmente o que traz a luz, e é um nome usado para Satanás na passagem de Isaías. Como Lúcifer, Satanás é mostrado como um anjo de luz.

Origem da Palavra.

O substantivo Lúcifer (“portador da luz”) vem da junção das palavras em latim lux (luz) e fero (carregar). Ele provêm da Vulgata, versão latina da Bíblia, e aparece em algumas traduções da Bíblia em língua portuguesa e na versão do Rei Jaime onde é citado como “o brilhante, estrela da manhã, Lúcifer”.

Pode referir-se à “Estrela da Manhã” ou “Estrela d’Alva”, à “luz da manhã”, aos “signos do zodíaco”, à “aurora”, ao sumo sacerdote Simão, filho de Onias, à “Glória de Deus” e a Jesus Cristo. Conforme Strong’s Concordance, H1966: הילל heylel: aquele que brilha, estrela da manhã, Lúcifer.

Na Bíblia Hebraica é mencionado uma única vez como hêlêl ou heylel ben-shahar, (הילל בן שחר), “o que brilha” e na Septuaginta grega como heōsphoros (ἑωσφόρος), que significa “o que traz o anoitecer”, “o que leva a luz”, representando o planeta Vênus, que é visível antes do alvorecer. Jesus, no livro de apocalipse (22.16), autodenomina-se “resplandecente estrela da manhã”.

O termo é usado separadamente em Apocalipse 2.26, 28 e Isaías 14.12, na tradução de Figueiredo, “como caíste do céu, ó Lúcifer, tu que ao ponto do dia parecias tão brilhante?”. Em Segunda Pedro “estrela da alva”. “E temos, mui firme, a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia esclareça, e a estrela da alva apareça em vosso coração” (ARC 2 Pe 1.19).

A Vulgata latina traduz para lucifer. 2 Pedro 1.19: “Et habemus irmiorem propheticum sermonem cui bene facitis adtendentes quasi lucernae lucenti in caliginoso loco donec dies inlucescat et lucifer oriatur in cordibus vestris”.

E Quem é Abadom ou Apoliom?

Em Apocalipse 9.11 ele é o “Abadom” ou, em grego, “Apoliom”. Esse “destruidor” é “o anjo do abismo”, a “estrela que caiu do céu” (v. 1). Termos descritivos como Apoliom ou “o anjo do abismo” num certo sentido referem-se mais à personificação da destruição e da morte do que a outro nome para Satanás. De qualquer maneira, em última análise tal “destruição” certamente emana dele próprio (v. 1, a estrela caída).

Texto extraído do material de Angelologia do curso Básico em Teologia